Anresf — a agência criou um mecanismo que obriga clubes a registrar contratos de jogadores no sistema da CBF, com valor e calendário de pagamento, e já aplicou sanções a times que não quitaram transferências: a mudança mira interromper uma prática que travava negócios e elevava custos por falta de confiança entre clubes.
Cadastro obrigatório: transparência que vira alavanca para punições
O novo cadastro reúne o valor de cada negociação e o cronograma de pagamentos pactuado entre clubes e atletas. A partir desse registro saem as cobranças por descumprimento e a base para aplicar penalidades.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O procedimento está em vigor por etapas desde o início de 2026 e foi construído com participação do mercado, deixando o desenho mais próximo do que dirigentes aceitaram em discussões internas com a agência. A medida faz parte do Fair Play Financeiro que visa comprovar pagamentos de transferências.
“Já estamos vendo alguns casos de clubes que fizeram contratações este ano, não honraram com as suas obrigações e foram sancionados pela agência.”
Impacto no mercado: do calote ao custo embutido nas negociações
O hábito denunciado pela agência tinha roteiro repetido: clube contrata, não paga, escala ou até revende o atleta e mantém a dívida em aberto, criando um “caldo de desconfiança” que encarece negócios e trava o mercado.
Sem regra clara, credores nacionais aguardavam decisões lentas da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), enquanto dívidas internacionais tinham prioridade porque o Tribunal do Futebol da Fifa pune com maior rigor. A Anresf quer reordenar essa fila por meio do registro obrigatório e da ameaça real de sanção.
O que você acha? Você acha que a exigência de registro e as sanções serão suficientes para reduzir calotes entre clubes? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) exige exatamente sobre contratos de jogadores?
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) exige o registro de toda contratação no sistema da CBF indicando o valor total e a forma de pagamento, obrigando a comprovação financeira das transferências. A regra entrou em vigor por etapas desde o início de 2026 e serve de base para cobranças administrativas e sanções.
Quais sanções a Anresf já aplicou a clubes que não pagaram jogadores e qual foi o desfecho?
A Anresf aplicou sanções, já no decorrer deste ano, a clubes que contrataram e não honraram pagamentos, e os casos têm sido encaminhados para negociação entre as partes. Caio Resende informou que as punições ocorreram sem contestação pública, mas não detalhou quantos clubes nem os valores envolvidos.
Como a obrigação de registro pode mudar a dinâmica na próxima janela de transferências?
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) pretende que o registro obrigatório, combinado com a ameaça de sanção, altere o preço da confiança entre clubes; o verdadeiro teste será a próxima janela de transferências, quando a aplicação consistente das regras mostrará se negócios voltam a fechar sem embutir risco de calote.
Rafael Menezes