Corinthians — O atraso de mais uma parcela do acordo coletivo voltou a colocar o clube em risco imediato: além da dívida, há um pedido formal para que a proibição de registrar jogadores siga vigente por mais seis meses mesmo se as parcelas forem quitadas, transferindo o ônus esportivo para o elenco e para a torcida.
Dívidas em aberto e o pedido do credor
O clube deixou de pagar a sexta parcela do plano homologado na CNRD, de cerca de R$8 milhões, que venceu na segunda‑feira, 19 de outubro, e soma‑se a outra prestação de julho que também está em aberto.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O Cuiabá, principal credor no acordo coletivo, requereu à Câmara Nacional de Resolução de Disputas que a sanção administrativa — a proibição de registros — seja mantida por seis meses mesmo se o Corinthians quitar os valores pendentes. A CNRD ainda não definiu data para julgar o pedido.
O mecanismo não retira recursos do clube nem antecipa pagamento ao credor; o efeito é exclusivamente esportivo: impedir inscrições e, assim, limitar reforços do time devedor. Em 2025 um atraso semelhante gerou punição que manteve o Corinthians sem registrar atletas por cerca de três meses.
“O Clube tem se empenhado na busca de soluções que permitam o cumprimento de suas obrigações financeiras.”
Outras sanções e o histórico do plano coletivo
O Corinthians também enfrenta duas proibições determinadas pela FIFA: uma relacionada ao Philadelphia Union pela contratação do volante José Martínez, vigente desde maio de 2026 e já superior a 150 dias, e outra por parcela não paga ao Midtjylland, da Dinamarca, de cerca de 1 milhão de euros (aproximadamente R$6 milhões).
O plano coletivo homologado em abril de 2025 previa a quitação de R$76 milhões em seis anos, com parcelas trimestrais. O calendário já tinha apresentado falhas: as primeiras prestações foram pagas com atraso e resultaram na punição que impediu inscrições em 2025 — precedente usado agora pelo credor para solicitar extensão da sanção.
A situação envolve ainda a estrutura administrativa do clube, que declarou trabalhar em um processo de reestruturação financeira sem prazo definido para regularização completa. A disputa na CNRD ocorre dentro do tribunal vinculado à CBF, que avaliará o pedido do Cuiabá.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que o Corinthians está proibido de registrar novos jogadores?
O Corinthians está proibido de registrar jogadores porque não quitou parcelas do plano homologado na CNRD; a sexta parcela de aproximadamente R$8 milhões venceu em 19 de outubro e, somada à prestação de julho, deixou duas parcelas em atraso. A penalidade visa coibir inadimplência e recai sobre o elenco do clube.
Se o Corinthians pagar os R$16 milhões em aberto, a proibição pode continuar?
O Corinthians pode quitar as duas parcelas em aberto, cerca de R$16 milhões no total, e ainda assim ficar impedido de registrar atletas se a CNRD aceitar o pedido do Cuiabá para estender a sanção por seis meses. A câmara ainda não fixou data para decidir sobre esse pedido.
Quais são as outras punições em vigor contra o Corinthians?
O Corinthians tem duas proibições determinadas pela FIFA: uma decorrente da dívida com o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez, vigente desde maio de 2026 e superior a 150 dias, e outra por parcela não paga ao Midtjylland, de cerca de 1 milhão de euros (aprox. R$6 milhões).
Thiago Nogueira