Jogadoras — a mobilização de atletas de 45 seleções, entre elas Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, elevou o conflito sobre desigualdade de premiação a um patamar jurídico que pode redefinir contratos, calendário e políticas financeiras da Fifa. A carta entregue à entidade em setembro de 2026 exige não só mais dinheiro, mas regras vinculantes que impeçam tratamento desigual entre torneios.
Por que a disputa pode ir aos tribunais
O argumento central das jogadoras se ancora no Artigo 23 do Código de Ética da Fifa, que tipifica conduta discriminatória no futebol e alcança dirigentes, jogadores e clubes. Esse enquadramento jurídico é usado para sustentar que a diferença de prêmios não é mera escolha comercial, mas possível tratamento desigual por gênero.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A Fifa controla as receitas dos Mundiais e, segundo projeções citadas no debate, possui reservas estimadas em US$ 6 bilhões, montante que, na visão das jogadoras e suas representações, tornaria viável a equiparação das premiações. Para consultar informações institucionais, veja a página oficial da Fifa.
“Nossa ambição inclui igualar a premiação, mas vai muito além disso”
Diferenças numéricas e o contexto das negociações
As comparações financeiras alimentam a contestação: na Copa do Mundo Feminina de 2023, a Fifa distribuiu US$ 110 milhões em premiação, mais US$ 40 milhões destinados à preparação de seleções e pagamentos a clubes. Em contraste, a Copa masculina de 2026 teve bolsa de US$ 871 milhões, quase oito vezes o valor registrado no torneio feminino anterior.
A edição feminina de 2027, a primeira com sede no Brasil, deve mais do que dobrar a premiação, chegando ao maior prêmio da história do futebol feminino — mas ainda assim, conforme as jogadoras, permaneceria cerca de US$ 230 milhões aquém do que consideram proporcional ao torneio masculino. A promessa de igualdade feita em 2023 permaneceu sem um acordo formal que a transforme em obrigação.
O que você acha? Você acredita que as seleções vão conseguir a equiparação por meio de negociações ou processos judiciais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Por que as jogadoras das seleções de 45 países estão avaliando processar a Fifa?
As jogadoras das seleções de 45 países avaliam ação judicial ao apontar diferença significativa de tratamento entre Mundiais masculino e feminino, apoiadas em uma carta entregue em setembro de 2026 e no Artigo 23 do Código de Ética da Fifa. A petição pede premiação proporcional, padrões mínimos de estrutura e um acordo coletivo global vinculante.
Qual é a diferença de premiação que motiva a denúncia das jogadoras?
As jogadoras das seleções lembram que a Copa feminina de 2023 distribuiu US$ 110 milhões em prêmios e US$ 40 milhões para preparação, enquanto a Copa masculina de 2026 teve bolsa de US$ 871 milhões. A Fifa tem reservas projetadas de US$ 6 bilhões, e as atletas apontam que a oferta para 2027 ainda deixaria um déficit estimado em cerca de US$ 230 milhões.
Que papel tem a Fifpro nesse movimento e quem conduziria eventual processo?
As jogadoras das seleções contaram com a Fifpro na elaboração da carta de setembro de 2026, mas o sindicato já havia concordado em junho em encerrar processos anteriores e, segundo o cenário noticiado, não se colocaria na linha de frente de uma eventual ação judicial — o que abre espaço para outras representações legais das atletas.
Vinicius Balbino