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Netinho: proibido de cantar "Milla" após rompimento com Manno Góes

Resumo

O cantor Netinho, ídolo do axé que morreu aos 60 anos em 13/10, chegou a ser impedido de regravar e divulgar "Milla" depois de romper com o compositor Manno Góes. O conflito teve origem em uma reação pública do artista a uma postagem de Daniela Mercury e desembocou em ofensas, tentativas de proibir usos políticos da canção e uma ação judicial com decisão em 2024.

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Netinho — A relação do cantor com uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira, "Milla", acabou rompida em meio a uma disputa pública com o compositor Manno Góes, que resultou na proibição de regravação e divulgação por parte do artista nos anos seguintes. O episódio expôs como embates pessoais podem transformar repertório em objeto de litígio e politização.

Como surgiu a proibição de "Milla"

O conflito começou quando Netinho reagiu publicamente a uma publicação de Daniela Mercury, compartilhando uma foto ao lado do então presidente Jair Bolsonaro e defendendo sua posição sobre a Lei Rouanet e o financiamento do Carnaval.

Em resposta, Manno Góes anunciou o rompimento com o cantor e condicionou o uso das obras que compõe, alegando que não queria ver a canção associada a um "admirador de Bolsonaro". A controvérsia escalou até a decisão do compositor de impedir que suas músicas, entre elas "Milla", fossem vinculadas a contextos políticos.

“A Milla da música é amor! É liberdade! É diversidade! Jamais seria ligada à milícia ou laranjas”, escreveu Manno Góes ao justificar a ruptura e o veto ao uso da canção.

Desdobramentos legais e repercussão pública

Apesar do veto declarado, Netinho chegou a interpretar "Milla" em uma manifestação de apoio a Bolsonaro em maio de 2021, o que reavivou a disputa. Manno Góes deixou claro que não possuía poder absoluto para impedir interpretações públicas, mas se comprometeu a combater usos que considerasse de cunho político.

O caso seguiu para vias judiciais: Netinho registrou queixa-crime contra o compositor alegando ofensas, e o processo teve decisão em 2024. A Justiça da Bahia considerou que a confusão era "produto da polarização" do período e que não caberia ao tribunal decidir quem tinha razão na disputa política entre as partes.

Nos últimos meses de vida, Netinho enfrentou um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, e morreu em 13/10 aos 60 anos. Em comunicado, a assessoria afirmou que o artista enfrentou o tratamento com serenidade e que ele se declarava realizado com a carreira.

Foto: Divulgação

Imagem: Instagram/Reprodução

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Perguntas Frequentes

Por que Netinho foi proibido de cantar "Milla" por Manno Góes?

Netinho foi proibido de cantar "Milla" depois que Manno Góes cortou relações com o cantor em razão de um desentendimento que teve origem quando Netinho reagiu a uma publicação de Daniela Mercury e divulgou apoio a Jair Bolsonaro; o compositor alegou não querer associar a composição a posições políticas e prometeu combater usos da música em contextos políticos.

Netinho chegou a cantar "Milla" após o veto e quando isso ocorreu?

Netinho chegou a interpretar "Milla" durante uma manifestação de apoio a Jair Bolsonaro em maio de 2021, mesmo após o rompimento com Manno Góes; o episódio intensificou a disputa e motivou o compositor a reiterar que buscaria impedir usos políticos da canção, embora não tivesse poder absoluto para proibir interpretações públicas.

Qual foi o desfecho jurídico da disputa entre Netinho e Manno Góes?

A disputa entre Netinho e Manno Góes resultou em queixa-crime e processo que só teve decisão em 2024; a Justiça da Bahia considerou que o conflito era reflexo da polarização política do período e entendeu que o tribunal não poderia arbitrar "qual lado tem razão" na controvérsia entre os artistas.

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POR Samuel Vitor
Samuel Vitor

Redes sociais e tempo real | Samuel Vitor comanda as redes do Repórter Delmiro e a publicação minuto a minuto. Fica atento ao que repercute na Paraíba e leva a informação ao leitor assim que o fato acontece.

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