Rick Sollo — a investigação preliminar do Cenipa sobre o acidente que vitimou o cantor e outras quatro pessoas em Urubici aponta uma combinação preocupante de mau tempo e problemas técnicos pré-existentes na aeronave, além da ausência de registros de áudio da cabine, o que complica a análise do que ocorreu durante o voo.
O que o relatório preliminar detalha
O documento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos classifica a ocorrência como CFIT (Voo Controlado Contra o Terreno). A aeronave Bell 430, matrícula PP-MGR, colidiu com área de mata na encosta do Morro Convento dos Padres, no Parque Nacional de São Joaquim, enquanto voava a 1.686 metros.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na hora da colisão, a região estava sob uma frente fria com chuva forte, nevoeiro intenso, nuvens baixas e baixa visibilidade — condições que o relatório aponta como fatores multiplicadores do risco. A apuração usa roteiro de voo, dados meteorológicos, registros de radar, imagens de câmeras e vídeos de moradores, além de análises técnicas dos sistemas eletrônicos da aeronave.
O relatório preliminar registra que o sistema CVR (caixa-preta) não apresentou gravações das conversas e sons da cabine referentes ao dia do acidente; foram encontrados apenas registros antigos ligados a procedimentos de manutenção.
Pilotos, histórico técnico e lacunas na investigação
O Cenipa documentou relatos anteriores de falhas intermitentes nos geradores elétricos do helicóptero, desconexões involuntárias do piloto automático e registro de vibração no rotor principal em ocorrência prévia. Em março de 2026, a mesma aeronave realizou um pouso não programado em Ibiaçá (RS) por forte vibração.
Em termos de capital humano, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo acumulava mais de 11,3 mil horas de voo e possuía habilitação para voo por instrumentos. O copiloto Leopoldo Barros Teixeira tinha licença de piloto comercial com 137 horas totais e não possuía habilitação para voo por instrumentos; o relatório aponta que aquela foi a primeira vez que ele operou aquela aeronave, contratado apenas para a data do voo.
Os investigadores informam que a apuração ainda está em curso e que não há conclusão definitiva sobre a influência direta das falhas técnicas na queda — a combinação de fatores meteorológicos, condições do terreno e o histórico de intercorrências formam o conjunto de evidências a ser avaliado.
Foto: Divulgação
Imagem: Divulgação
O que você acha? Você considera que a investigação deve focar primeiro nas falhas técnicas ou nas condições meteorológicas que cercaram o voo? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que o relatório preliminar do Cenipa diz sobre a queda que matou Rick Sollo e outras quatro pessoas?
Rick Sollo aparece no relatório do Cenipa como vítima do acidente que envolveu o Bell 430, matrícula PP-MGR, em 21 de setembro; o documento aponta mau tempo, baixa visibilidade e um histórico de falhas na aeronave como fatores que contribuíram para a colisão em encosta do Morro Convento dos Padres, em Urubici (SC).
A caixa-preta registrou conversas da cabine no acidente com o helicóptero em que estava Rick Sollo?
Rick Sollo constou entre as vítimas de um voo cuja caixa-preta (CVR) não apresentou gravações das conversas e sons referentes ao dia do acidente; os peritos encontraram apenas registros antigos relacionados a procedimentos de manutenção, o que dificulta a reconstrução direta das ações na cabine.
Qual era a experiência dos pilotos no helicóptero que transportava Rick Sollo?
Rick Sollo viajava com um piloto altamente experiente, Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, com mais de 11,3 mil horas e habilitação para voo por instrumentos, e com o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, que tinha 137 horas de voo, licença comercial e não possuía habilitação para voo por instrumentos, além de operar aquela aeronave pela primeira vez.
Vinicius Balbino