Cagepa — o Ministério Público da Paraíba entrou com uma ação civil pública na Justiça estadual requerendo indenização de R$ 10 milhões e o bloqueio cautelar de ativos da companhia em razão do rompimento do reservatório no bairro da Prata, em Campina Grande. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (22) e aponta risco de não cumprimento de obras e despesas urgentes de contenção.
Valor pedido e base técnica da ação
A ação solicita o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e bens da Cagepa para garantir recursos destinados a obras de contenção e custeio de medidas emergenciais. O pedido busca assegurar a execução imediata de intervenções apontadas como necessárias após os laudos técnicos.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Laudos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) embasam o pedido, identificando colapso estrutural do reservatório por combinação de falhas de projeto, erros de execução e falta prolongada de manutenção.
“Na realidade, a gente não tem um ART de vistoria específica para esse reservatório, porque as vistorias são constantes, feitas pelos nossos engenheiros do quadro que são contratados para acompanhar esse processo”, disse o presidente da Cagepa na época dos fatos.
Danos, antecedentes e impactos no abastecimento
O reservatório, construído na década de 1960 e com capacidade aproximada de 2 milhões de litros, rompeu em 8 de novembro de 2025, provocando o desabamento de pelo menos três residências, danos estruturais em mais de 20 imóveis e a morte de uma idosa. Houveram também feridos e veículos arrastados pela enxurrada.
O acidente afetou o abastecimento de água em 40 bairros de Campina Grande e nos municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas; o retorno do fornecimento ocorreu de forma gradativa no domingo seguinte. Em julho, a empresa já havia sido autuada pelo MP-Procon em razão do mesmo rompimento.
O que você acha? Você considera suficiente o bloqueio de R$ 10 milhões para garantir obras e reparações após o rompimento do reservatório? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco
Perguntas Frequentes
Por que o Ministério Público da Paraíba pediu R$ 10 milhões à Cagepa pelo rompimento do reservatório na Prata, em Campina Grande?
O Ministério Público da Paraíba solicitou R$ 10 milhões como bloqueio cautelar para garantir a execução imediata de despesas e obras de contenção necessárias após o rompimento do reservatório no bairro da Prata. A ação se baseia em laudos do IPC-PB e da UFCG que apontaram colapso estrutural por falhas de projeto, erros de execução e falta de manutenção.
Quem ajuizou a ação contra a Cagepa e onde ela tramita?
A ação civil pública foi ajuizada pelo 19º promotor de Justiça, Hamilton de Souza Neves Filho, e tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande. O processo pede o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e ativos da Cagepa para custear obras e medidas emergenciais.
Qual foi o alcance dos danos causados pelo rompimento do reservatório da Cagepa em Campina Grande?
O rompimento do reservatório da Cagepa em 8 de novembro de 2025, no bairro da Prata, causou a morte de uma idosa, desabamento de pelo menos três casas, danos em mais de 20 imóveis e o arrasto de veículos. O incidente interrompeu o abastecimento em 40 bairros e afetou Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas.
Rafael Menezes