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Daihatsu testa motor a amônia que dispensa tanque de hidrogênio

Resumo

A Daihatsu apresentou um protótipo de motor que queima amônia e hidrogênio produzido a bordo, mostrado no Japan Mobility Show 2026. O projeto, desenvolvido ao longo de cerca de cinco anos, usa como base o motor KF de 658 cm³ e permanece em avaliação em bancada, sem instalação em veículo nem testes de rodagem, com especificações de potência ainda não divulgadas.

Daihatsu testa motor a amônia que dispensa tanque de hidrogênio
Foto: Divulgação
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Daihatsu — a montadora exibiu no Japan Mobility Show 2026 um motor experimental que usa amônia como combustível armazenado e gera hidrogênio a bordo para a combustão, uma abordagem que elimina a necessidade de um reservatório separado de hidrogênio e reabre a discussão sobre alternativas ao armazenamento de H₂ em alta pressão.

Como o sistema converte amônia em hidrogênio dentro do motor

O protótipo da Daihatsu parte do motor KF de 658 cm³, três cilindros, com componentes de produção reaproveitados e alterações na câmara de combustão; há também um turbocompressor no conjunto, segundo a descrição técnica apresentada.

Para contornar a baixa inflamabilidade da amônia, a solução produz hidrogênio a bordo via reação química 2NH₃ → N₂ + 3H₂. Na partida, um reator de plasma fornece H₂; com o aquecimento do sistema, um conversor catalítico assume o suprimento de hidrogênio ao motor.

O protótipo combina amônia líquida como combustível armazenado e a geração de hidrogênio a bordo, e vem sendo avaliado em bancada após cerca de cinco anos de pesquisa, sem ainda ter sido instalado em um veículo.

Vantagens técnicas e barreiras para uso nas ruas

O armazenamento de amônia é menos exigente que o do hidrogênio: tanques de H₂ como os usados em modelos como o Toyota Mirai operam a 70 MPa, enquanto a amônia pode ser mantida líquida perto de −33 °C, uma condição muito menos severa que a exigida para hidrogênio líquido (≈ −253 °C).

Em termos energéticos, a amônia tem poder calorífico inferior de cerca de 18,6 MJ/kg, contra 43 MJ/kg da gasolina e 120 MJ/kg do hidrogênio por massa; por volume, obter energia equivalente à gasolina exigiria tanque aproximadamente 2,5 vezes maior, embora eficiência do motor e perdas na conversão também influenciem o resultado.

Além do desafio volumétrico, permanecem questões técnicas: não foram divulgados pressão de alimentação, potência máxima, torque nem a proporção ar/combustível dos ensaios. Também há necessidades claras de controle de emissões de NOx e N₂O, gestão da amônia não consumida, compatibilidade de materiais e soluções de abastecimento com baixo carbono para que a vantagem ambiental se concretize.

A Daihatsu informa que o projeto ainda está em bancada e que elementos como rapidez da conversão na partida, volume processado e o arranjo de injeção seguem em desenvolvimento, o que explica a ausência de testes de rodagem até o momento.

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Perguntas Frequentes

Como o motor a amônia da Daihatsu gera hidrogênio a bordo e evita um tanque de H₂ separado?

O motor da Daihatsu gera hidrogênio a bordo a partir da amônia por meio da reação 2NH₃ → N₂ + 3H₂, combinando um reator de plasma para partida e um conversor catalítico em temperatura de operação. O processo requer energia externa (≈46 kJ por mol de NH₃) e fornece H₂ sem a necessidade de tanques a 70 MPa.

Em que estágio de desenvolvimento está o motor a amônia da Daihatsu e onde foi apresentado?

O motor a amônia da Daihatsu está em avaliação em bancada após cerca de cinco anos de pesquisa e foi exibido no Japan Mobility Show 2026. A base é o motor KF de 658 cm³, três cilindros; não houve instalação em veículo nem testes de rodagem, e potência e torque ainda não foram divulgados.

Quais são os principais desafios ambientais e de infraestrutura do projeto da Daihatsu?

A Daihatsu enfrenta desafios como controle de NOx, N₂O e amônia não consumida, toxicidade e compatibilidade de materiais, além da necessidade de produção de amônia de baixo carbono e de uma rede de distribuição. Em energia, a amônia tem 18,6 MJ/kg, cerca de 43% da gasolina, o que afeta autonomia e dimensionamento do tanque.

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POR Gloria Maria
Gloria Maria

Entretenimento e cultura | Gloria Maria escreve sobre cultura, celebridades e os assuntos do momento, com textos leves e diretos e um olhar atento para a cena cultural paraibana.

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