Mirrlees Blackstone JS8 — a cena mistura improviso e escala: uma picape é usada para tentar girar e dar partida em um turbodiesel de 102,4 litros que ficou décadas imobilizado, mostrando como tecnologias pesadas do pós-guerra exigem soluções menos convencionais do que motores automotivos modernos.
Por que uma picape entrou na tentativa de partida
O Mirrlees Blackstone JS8 não foi concebido para ignição elétrica comum; sua partida se baseia em ar comprimido, o que torna a operação menos familiar para quem trabalha com motores de automóvel. Depois de anos parado, componentes internos e rigidez mecânica aumentam a resistência inicial ao giro.
Leapmotor B10: versão com gasolina chega por R$ 179.990
Leia a matéria completa →
Pix: comprovante falso — confirme no extrato antes de liberar
Leia a matéria completa →
Sílvia Cunha Lima terá nova eleição após cassação mantida pelo TRE-PB
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A solução adotada aproveita a capacidade de tração e controle de torque de uma picape para transmitir força ao conjunto e tentar vencer o atrito originado pela imobilidade prolongada. A manobra visa girar o virabrequim o suficiente para que o sistema de partida a ar funcione como projetado.
O Mirrlees Blackstone JS8 tem 102,4 litros distribuídos em oito cilindros e opera com sistema de partida a ar, característica de motores projetados para aplicações estacionárias.
Escala histórica e comparação com motores modernos
A família J da Mirrlees Blackstone alcançou versões de 16 cilindros com até 2.480 cv, ainda que esse número não seja a indicação direta de potência do JS8 específico. O JS8 se destaca pelo volume cúbico e pela aplicação como gerador, não por potência por litro.
Para efeito de comparação técnico, um esportivo moderno como o Dodge Challenger Demon 170 de 2023 entrega 1.039 cv com motor de 3,0 litros — cerca de 346 cv por litro — enquanto os motores da série J chegavam a aproximadamente 24 cv por litro em configurações de maior rendimento. Além disso, o JS8 desenvolve força útil abaixo de 1.000 rpm, em contraste com motores automotivos que exigem rotações muito superiores para o pico de potência.
O componente histórico também é relevante: produzido no período logo após a Segunda Guerra Mundial e enviado para a Escócia, o motor tinha como destino provável o Ministério da Aeronáutica do Reino Unido, servindo como gerador em bases da Royal Air Force. Essas aplicações justificam escolhas de projeto focadas em torque contínuo e durabilidade.
Décadas de imobilidade adicionam desafios práticos além do mecânico: corrosão, lubrificação degradada e fixação de partes móveis tornam arranques experimentais mais arriscados e lentos que uma partida rotineira em motor contemporâneo.
O que você acha? Você achou que a picape conseguiria ligar esse motor de 102,4 litros? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Como o Mirrlees Blackstone JS8 é ligado usando uma picape?
O Mirrlees Blackstone JS8 é girado de forma assistida pela picape para vencer a rigidez do conjunto após décadas parado; a ideia é fornecer rotação inicial suficiente para que o sistema de partida a ar atue. Joe Hewes coordenou a manobra na Escócia, aproveitando tração e controle de torque do veículo para acionar o virabrequim.
Qual era a função original do Mirrlees Blackstone JS8 e para onde foi enviado?
O Mirrlees Blackstone JS8 foi produzido como turbodiesel de grande porte para aplicações estacionárias e foi levado à Escócia logo após a Segunda Guerra Mundial, com destino provável ao Ministério da Aeronáutica do Reino Unido para uso como gerador em bases da Royal Air Force; o motor soma 102,4 litros em oito cilindros.
Em que o desempenho do JS8 difere de motores de carros como o Dodge Demon 170?
O Mirrlees Blackstone JS8 difere por volume e regime: com 102,4 litros e operação abaixo de 1.000 rpm, privilegia torque contínuo para geração de energia. Em contraste, o Dodge Challenger Demon 170 entrega 1.039 cv em 3,0 litros (≈346 cv/L); a série J chegava a cerca de 24 cv por litro nas versões mais potentes.
Thiago Nogueira