Stellantis — a montadora admite que a Argentina virou um ponto crítico na sua operação regional, com risco real de fechamento de unidades caso ajustes locais não revertam a perda de competitividade causada pelo avanço de carros chineses e pelos custos de produção.
Competição chinesa e custos por trás da decisão
A presença crescente de marcas chinesas no mercado argentino elevou a pressão sobre preços, tornando os modelos locais menos competitivos frente a alternativas mais baratas importadas da Ásia.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além disso, a Stellantis aponta que o custo de produção na Argentina é significativamente mais alto; o custo com mão de obra é citado como o dobro do praticado no Brasil, e a cadeia local de peças é restrita, com grande parte dos componentes vindo do Brasil.
“O mercado aberto da Argentina nos tirou do jogo e tudo pode acontecer. Podemos fechar uma ou as duas fábricas, assim como poderemos mantê-las. Mas o custo de produção está muito elevado por lá, o relativo à mão de obra, por exemplo, é o dobro do Brasil. Além disso, a cadeia de fornecedores é pequena, a maioria das peças segue do Brasil.”
Linhas de produção, impacto nas fábricas e no mercado
Em El Palomar são montados os Peugeot 208 e 2008; em Ferreyra, Córdoba, saem o Fiat Cronos e as picapes Ram Dakota e Fiat Titano. Essas linhas estão no centro da reestruturação caso a montadora decida reduzir operações.
Ferreyra já registrou redução na produção de picapes por fraca demanda, e tanto a Dakota quanto a Titano têm desempenho comercial limitado, no mesmo patamar da VW Amarok que corre risco de sair de linha em favor de um modelo chinês.
Enquanto isso, outras picapes da família, como a Ram Rampage e a Fiat Toro, produzidas em Goiana (PE), continuam com interesse maior no mercado brasileiro, mostrando diferenças internas de aceitação por modelo e origem.
O que você acha? Você vê como aceitável a hipótese de fechamento das fábricas da Stellantis na Argentina? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quais fábricas a Stellantis tem na Argentina e o que cada uma produz?
Stellantis mantém duas fábricas na Argentina: El Palomar, na região de Buenos Aires, onde são produzidos os Peugeot 208 e 2008; e Ferreyra, em Córdoba, que fabrica o Fiat Cronos e as picapes Ram Dakota e Fiat Titano. Essas linhas enfrentam ajustes por queda de demanda e pressão competitiva.
Por que a Stellantis diz que pode fechar uma ou ambas as fábricas na Argentina?
A Stellantis cita como razões a perda de competitividade frente a marcas chinesas, custos de produção elevados — com mão de obra apontada como o dobro do Brasil — e uma cadeia de fornecedores reduzida que depende majoritariamente de peças vindas do Brasil.
Como a competição chinesa afetou vendas e produção dos modelos da Stellantis?
A competição chinesa trouxe ofertas com preços mais atraentes, pressionando vendas locais; como consequência, a produção de picapes em Ferreyra foi reduzida e modelos como Ram Dakota e Fiat Titano não alcançaram o mesmo apelo das picapes fabricadas em Goiana, como Ram Rampage e Fiat Toro.
Mariana Costa