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VWCO: reduzir o TCO para viabilizar caminhões elétricos

Resumo

No painel "A próxima marcha da indústria de caminhões", durante o Automotive Business Experience (ABX), executivos de Iveco, Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), Farizon e Scania avaliaram os obstáculos à renovação da frota. Preço dos veículos, juros e diesel elevado pressionam a compra de caminhões novos; a adoção de Euro 6 (Proconve P8) desde 2023 também elevou custos, e o avanço de EVs ou gás dependerá de paridade econômica.

VWCO: reduzir o TCO para viabilizar caminhões elétricos
Foto: Divulgação
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VWCO — A renovação da frota de caminhões esbarra hoje numa conta que muitos operadores não conseguem fechar; é esse ponto econômico que, segundo participantes do debate no Automotive Business Experience (ABX), determinará se a eletrificação e outras fontes de energia realmente se espalham pelo transporte de cargas.

Custos, TCO e as barreiras imediatas

Preços mais altos, juros elevados e o custo do diesel aparecem como os fatores que mais dificultam a aquisição de caminhões novos. A entrada do Euro 6, equivalente à fase P8 do Proconve, em vigor no Brasil desde 2023, também pesou no preço final dos veículos.

Durante o painel, foi destacado que reduzir o custo total de propriedade (TCO) é prioridade para fabricantes e frotistas. A indústria busca ganhos de eficiência e maior disponibilidade dos veículos por meio de melhorias técnicas e conectividade para compensar a elevação do preço dos produtos.

"A meta é obter avanços de pelo menos 3% a 4% a cada dois ou três anos para enfrentar a elevação do custo dos produtos."

Alternativas tecnológicas e condições para adoção

As empresas no debate apresentaram rotas distintas: a eletrificação, o gás natural e melhorias incrementais nos modelos a diesel. A Farizon, que atua com EVs, avalia que alguns modelos podem reduzir o TCO entre 10% e 15% ao longo de cinco anos.

Foi mencionada a previsão de chegada de um caminhão elétrico da Farizon ao mercado brasileiro entre agosto e setembro, enquanto a experiência com EVs por parte da VWCO remonta a 2016, o que posiciona diferentes players em níveis variados de maturidade tecnológica.

A Scania destacou o interesse em caminhões a gás, que tendem a ser mais silenciosos e bem recebidos por motoristas; a empresa projeta encerrar o ano com 3.000 unidades vendidas nessa configuração. Ao mesmo tempo, havia alertas sobre dificuldade para encontrar motoristas qualificados e reter mecânicos nas redes de concessionárias.

No terreno das políticas públicas, houve consenso sobre a necessidade de maior previsibilidade econômica e regras claras para a eletrificação e renovação de frota, considerando que caminhões muito antigos prejudicam eficiência e segurança. A circulação de veículos em rodovias pedagiadas cresceu 2,5%, e programas de estímulo ao setor foram citados como contributivos.

O que você acha? O que você acha dessa estratégia de priorizar redução do TCO antes de acelerar a eletrificação? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Como a VWCO pretende reduzir o custo total de propriedade dos caminhões para tornar a eletrificação viável?

A VWCO prioriza corte de custos e ganhos de eficiência para reduzir o TCO, com foco em melhorias técnicas e conectividade. A empresa lembra experiência com EVs desde 2016 e aponta como referência a busca por avanços de 3% a 4% a cada dois ou três anos para neutralizar a elevação dos preços.

Quando a Farizon prevê a chegada de caminhões elétricos ao Brasil e qual o impacto esperado no TCO?

A Farizon prevê a chegada de um caminhão elétrico ao Brasil entre agosto e setembro, e indica que alguns modelos podem reduzir o TCO entre 10% e 15% ao longo de cinco anos. A companhia pontua que previsibilidade financeira é essencial para convencer clientes a migrar para EVs.

Quais alternativas tecnológicas foram citadas no painel e qual a projeção de vendas da Scania para caminhões a gás?

A Scania ressaltou caminhões a gás como alternativa, observando que são mais silenciosos e têm boa aceitação entre motoristas. A projeção é encerrar o ano com 3.000 unidades vendidas na linha a gás, numa conjuntura em que retenção de mão de obra qualificada também é um desafio.

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POR Dimitri Lares
Dimitri Lares

Cidades e cobertura geral | Dimitri Lares acompanha o noticiário do dia a dia das cidades da Paraíba, priorizando texto objetivo, apurado e fácil de acompanhar.

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