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Assembleia Legislativa da Paraíba: representatividade negra cai a 25%

Resumo

A Assembleia Legislativa da Paraíba terá maioria de deputados brancos na próxima legislatura, após as Eleições 2026. Do total de 36 cadeiras, 27 foram ocupadas por candidatos que se declararam brancos, seis por pardos e três por pretos, resultando em 25% de representação de pessoas negras, uma queda em relação a 2022, quando o percentual era de 36%.

Assembleia Legislativa da Paraíba: representatividade negra cai a 25%
Foto: Divulgação
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Assembleia Legislativa da Paraíba — a composição da Casa mudou de forma a reduzir a participação de parlamentares pretos e pardos, ampliando a maioria de deputados brancos na próxima legislatura. A alteração marca queda na representatividade negra, enquanto regras de financiamento e autodeclaração voltam a ganhar atenção pública.

Queda na representatividade: números que alteram o perfil da bancada

Nas Eleições 2026, foram eleitos 27 deputados que se autodeclararam brancos, seis que se declararam pardos e três que se declararam pretos, totalizando 36 cadeiras. Considerando pretos e pardos como pessoas negras, o grupo ocupa agora 25% das vagas da Assembleia.

Em comparação com 2022, quando havia 23 brancos, 12 pardos e um preto, a representação negra recuou de 36% para 25%, com a redução de 13 para 9 parlamentares negros — uma queda de 11 pontos percentuais.

A participação de pessoas negras na Assembleia caiu de 36% para 25%, com o total de deputados negros passando de 13 para 9 nas Eleições 2026.

Mudanças de autodeclaração e impacto nas regras de financiamento

Houve alteração na autodeclaração racial de alguns parlamentares entre 2022 e 2026: Chió (PV), Felipe Leitão (MDB) e João Paulo Segundo (PP) constaram como pardos em 2022 e registraram-se como brancos no pleito deste ano. Entre os reeleitos, 14 mantiveram a mesma declaração anterior.

A autodeclaração integra o registro de candidatura e influencia a distribuição de recursos de campanha; nas Eleições 2026, partidos devem destinar no mínimo 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário a candidaturas de pessoas pretas e pardas, percentual que serve como piso e pode ser ampliado pelas legendas. A regra foi incorporada à Constituição e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

Divisão dos eleitos — a fotografia da nova bancada mostra 27 deputados brancos, seis pardos e três pretos. Entre os deputados que se declararam pretos estão Cida Ramos (PT), Jô Oliveira (PCdoB) e Nilvan Ferreira (PL); entre os pardos eleitos estão Mané Buchada (PL), Júnior Araújo (PP) e Maria Porto (União).

O resultado altera a correlação de forças na Casa e levanta questões sobre representatividade e mecanismos de inclusão política nas próximas legislaturas, especialmente diante da exigência legal de destinação mínima de recursos para candidaturas negras.

Foto: Divulgação

Imagem: divulgação/ALPB

O que você acha? Você acha que a nova composição vai reduzir a voz das comunidades negras na Assembleia? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Como ficou a representação racial da Assembleia Legislativa da Paraíba após as Eleições 2026?

A Assembleia Legislativa da Paraíba passou a ter 27 deputados autodeclarados brancos, seis pardos e três pretos, somando 36 cadeiras ao todo. Considerando pretos e pardos como pessoas negras, a representatividade dessas parcelas recuou de 36% em 2022 para 25% em 2026, com nove parlamentares negros na próxima legislatura.

Quais deputados mudaram a autodeclaração racial entre 2022 e 2026?

Na lista de mudanças de autodeclaração, Chió (PV), Felipe Leitão (MDB) e João Paulo Segundo (PP) constavam como pardos em 2022 e registraram-se como brancos nas Eleições 2026. Entre os reeleitos, 14 mantiveram a mesma declaração de cor ou raça do pleito anterior.

De que forma a autodeclaração racial afeta a distribuição de recursos de campanha nas eleições?

A autodeclaração racial, usada no registro de candidatura, serve como base para a alocação de recursos partidários; nas Eleições 2026 foi estabelecido que partidos devem destinar ao mínimo 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário a candidaturas de pessoas pretas e pardas. Esse percentual funciona como piso e foi confirmado pelo Supremo Tribunal Federal.

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POR Guilherme Emanuel
Guilherme Emanuel

Cofundador do Repórter Delmiro | Guilherme Emanuel é cofundador do Repórter Delmiro e atua com SEO e mídia digital. Ajuda a definir a estratégia de conteúdo do portal, unindo jornalismo e alcance para levar a informação da Paraíba a cada vez mais leitores.

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