Campina Grande — A rápida expansão de bairros e loteamentos, com 254 ruas oficializadas e 629 CEPs cadastrados nos últimos quatro anos, começa a cobrar um preço claro: mais congestionamento, rotas interrompidas por obras e pressão sobre um sistema viário que ainda busca modernização.
Números que aceleram a pressão sobre o tráfego
A cidade, com cerca de 440 mil moradores, vive crescimento horizontal que atinge limites geográficos do município. Os bairros Três Irmãs, Serrotão e Malvinas concentram boa parte dessa expansão, segundo registros municipais.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O novo Plano Diretor passou a priorizar a verticalização e a concentração de moradores no centro e em áreas consolidadas para reduzir a dispersão urbana. Ao mesmo tempo, Campina Grande mantém um perfil de cidade universitária, com a presença da UFCG, UEPB e IFPB, que aumentam a demanda por deslocamentos diários.
“As cidades foram sendo construídas sem um planejamento prévio. E hoje você precisa de avenidas mais largas onde você possa separar os diferentes modais. Por exemplo, você tem cidades em que o ônibus tem a sua faixa, o carro particular tem a sua faixa, a bicicleta tem a sua faixa. E o nosso sistema viário não comporta isso. Então, tudo fica misturado e aí é mais difícil você disciplinar esse trânsito quando você tem um número cada vez maior de veículos particulares circulando.” — Lívia Miranda, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Como a cidade tenta desenrolar o trânsito
A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) relata que há monitoramento dos pontos críticos e equipes avaliando cada horário e local para ajustes. Entre as medidas em estudo estão a abertura de novas vias e a implantação de semáforos inteligentes que priorizem fluxos mais carregados em tempo real.
Há também planos para integrar o VLT com novas passagens de nível, criando rotas alternativas entre bairros. Especialistas destacam, porém, que a oferta de transporte coletivo de maior qualidade é essencial para reduzir a dependência do transporte individual e dos aplicativos.
Moradores e trabalhadores já sentem o impacto: motoristas por aplicativo relatam passar de duas a quatro horas presos no trânsito para fazer entregas; estudantes chegam a usar de 4 a 6 ônibus por dia, enfrentando atrasos e mudanças de itinerário. Problemas estruturais, como buracos e má sinalização, são apontados por motociclistas como agravantes.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que a expansão urbana em Campina Grande vem pressionando a mobilidade?
A expansão urbana em Campina Grande tem pressionado a mobilidade porque a cidade registrou, nos últimos quatro anos, 254 novas ruas oficializadas e 629 CEPs cadastrados, o que amplia a malha viária e dispersa a população. Esse crescimento horizontal, concentrado em bairros como Três Irmãs, Serrotão e Malvinas, aumenta viagens diárias e exige novas vias e sistemas de transporte.
Quais soluções estão previstas para desafogar o trânsito em Campina Grande?
Campina Grande prevê a abertura de novas vias, a implementação de semáforos inteligentes e a criação de passagens de nível do VLT para criar rotas alternativas. O Plano Diretor também incentiva a verticalização no centro; essas ações visam diluir fluxos e melhorar o transporte coletivo, reduzindo a dependência de veículos particulares e aplicativos.
Como o crescimento afeta o cotidiano dos moradores de Campina Grande?
O crescimento de Campina Grande afeta o cotidiano ao aumentar tempo de deslocamento e insegurança viária: motoristas por aplicativo relatam de duas a quatro horas extras em entregas, enquanto estudantes usam em média 4 a 6 ônibus por dia e enfrentam atrasos. A combinação de obras, buracos e má sinalização agrava atrasos e altera rotas.
Mariana Costa