Campina Grande — a cidade conhecida pelo O Maior São João do Mundo — não reduz sua vivacidade cultural ao calendário junino: tradições como a roda de choro criada em 1955, festivais com mais de 50 anos e cenas emergentes do rap mantêm a produção artística ativa nos outros onze meses, afetando economia, formação de públicos e identidade local.
Roda de choro e tradições que resistem
A Roda de Choro iniciada por José Ribeiro da Silva, o Mestre Duduta, em 1955 segue reunindo músicos todos os fins de semana na casa histórica do bairro da Bela Vista. Hoje a roda é conduzida por Waguinho Duduta, que carrega uma tradição de mais de sete décadas e mantém aulas, encontros e formação de novos instrumentistas.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Waguinho, atualmente com 52 anos, relata que a convivência construída ao redor da roda ajudou a perpetuar a prática e a transformar frequentadores em músicos profissionais. A continuidade da roda demonstra como uma iniciativa local pode atravessar gerações e manter repertório e convivência musical vivos.
"Ter uma Roda de Choro viva há 71 anos, eu acho que é por conta do pessoal, e de gostar realmente de música boa, vamos dizer assim, dos frequentadores e tudo, de amizade"
Além do São João: festivais, rap e novos projetos
O calendário cultural de Campina Grande vai além do São João: o Festival de Inverno reúne música, teatro e dança há mais de 50 anos, o bloco Foliões do Ferro e o réveillon integram a rotina, e projetos autorais circulam por palcos e ruas. Artistas locais alternam entre vitrinas maiores e ações cotidianas.
Nome do circuito cultural inclui artistas como Augusto Arruda — autor do projeto "Som da Resistência" e presente em mais de 20 festivais pelo país — e Thiago Pereira (Chuck), voz do rap campinense, que levou referências locais ao álbum "O Menino da Vila" e aponta batalhas como espaços de surgimento de novos nomes.
O que você acha? O que você pensa sobre a continuidade da produção cultural em Campina Grande além do São João? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Como a Roda de Choro de Duduta começou e quantos anos ela tem hoje?
A Roda de Choro de Duduta teve início em 1955, o que a coloca em 71 anos de existência em Campina Grande. A reunião semanal, originalmente liderada por Mestre Duduta, passou a ser coordenada por seu filho, Waguinho Duduta, e funciona como espaço de formação musical, encontros e transmissão de repertório tradicional.
Quais eventos e projetos mantêm a cena cultural de Campina Grande fora do São João?
Campina Grande mantém o Festival de Inverno há mais de 50 anos, além de blocos como os Foliões do Ferro e o réveillon da cidade, que compõem o calendário. Projetos autorais como "Som da Resistência" e a presença de artistas em mais de 20 festivais pelo país também ajudam a movimentar a cena nos demais meses.
De que forma o rap e as batalhas contribuem para a produção cultural na cidade?
O rap em Campina Grande ocupa espaços como a Batalha das Quebradas, a Batalha do Bacurau e a Batalha do Pedregal, formando plateia e artistas locais. Thiago Pereira (Chuck) integra o movimento com trabalhos autorais, como o álbum "O Menino da Vila", e vê nas batalhas e na profissionalização potencial para levar nomes da cidade a referências nacionais.
Gloria Maria