Estátua de Iemanjá — a proteção de vidro que envolve o monumento na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, foi danificada durante uma briga entre dois homens, um catador de materiais recicláveis e um cidadão colombiano, em registro ocorrido na sexta-feira (16). O incidente reacende debate sobre segurança e preservação de um símbolo religioso da cidade.
Como ocorreu a confusão e o desfecho imediato
Imagens de câmeras de segurança captaram a troca de pedras entre os dois envolvidos; uma delas atingiu a estrutura de vidro que protege a imagem. Após o confronto, os dois foram detidos, levados à Cidade da Polícia Civil, no Geisel, e tiveram a ocorrência registrada em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A Guarda Civil Municipal relatou que a situação foi contida e que, depois do registro, os dois homens fizeram as pazes e foram liberados. A ação policial que resultou na apreensão e no TCO reforça a necessidade de resposta rápida em pontos turísticos e de culto.
Imagens de videomonitoramento mostram dois homens arremessando pedras durante a confusão; uma das pedras atingiu a proteção de vidro que envolve a estátua.
Apuração do Ministério Público e histórico de ataques
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou procedimento para acompanhar a investigação do dano à proteção de vidro e determinou que a Secretaria Municipal de Segurança Pública informe, no prazo de dez dias úteis, se as câmeras de monitoramento registraram imagens do responsável pelo dano.
Além disso, a apuração foi encaminhada à Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, Racismo e Intolerância Religiosa (DECRHADI), com prazo de 30 dias para investigação. A iniciativa do MPPB inclui despacho assinado pela promotora Fabiana Maria Lobo da Silva, da 46ª Promotoria de Justiça da Cidadania e dos Direitos Fundamentais.
Este é o segundo episódio com dano à proteção de vidro em menos de um mês: em 19 de setembro uma mulher também lançou uma pedra contra a estrutura, segundo registros de videomonitoramento. A Praça de Iemanjá passou por revitalização e foi entregue em setembro de 2025 com orçamento de R$ 662,7 mil, ressaltando o investimento público na preservação do local.
A estátua é um símbolo importante das religiões de matriz africana em João Pessoa, ponto tradicional de oferendas e celebrações; episódios recorrentes de vandalismo em 2013 e 2016 já haviam danificado partes da imagem no passado, o que torna a defesa do monumento uma questão cultural e de segurança pública.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que aconteceu com a Estátua de Iemanjá na orla do Cabo Branco em João Pessoa?
A Estátua de Iemanjá na orla do Cabo Branco teve a proteção de vidro quebrada durante uma briga entre dois homens registrada por câmeras na sexta-feira (16). Um catador de materiais recicláveis e um cidadão colombiano trocaram pedras; ambos foram detidos, levados à Cidade da Polícia Civil, registrados em TCO e liberados.
Como o Ministério Público da Paraíba está apurando o dano à Estátua de Iemanjá?
O procedimento instaurado pelo Ministério Público da Paraíba acompanha a apuração do dano à Estátua de Iemanjá e exige que a Secretaria Municipal de Segurança Pública informe, em dez dias úteis, se as câmeras identificaram o autor do dano. A Promotoria também encaminhou o caso à DECRHADI, com prazo de 30 dias para investigação.
A Estátua de Iemanjá já havia sido alvo de outros atos de vandalismo?
A Estátua de Iemanjá em João Pessoa já foi alvo de vandalismo em ocasiões anteriores, incluindo atos que resultaram em decapitação em 2013 e 2016, e a quebra da proteção em 19 de setembro. A praça onde o monumento está foi revitalizada e entregue em setembro de 2025, com orçamento de R$ 662,7 mil.
Marcos Antonio