Stellantis — A fabricante admitiu recentemente um problema de projeto no motor PureTech 1.2 que afetou proprietários do Peugeot 208 e do Citroën C3, reconhecendo que a solução adotada para reduzir ruído e atrito teve efeitos contrários e pode comprometer a lubrificação do motor.
Como a correia banhada a óleo virou risco real aos motores
O motor PureTech 1.2 é um propulsor de 1,2 litro e três cilindros que ganhou espaço por consumo favorável, especialmente com gasolina. Parte desse desempenho vinha do uso de uma correia dentada banhada pelo óleo do motor, projeto pensado para reduzir ruído e atrito.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na prática, a lubrificação com óleo provocou degradação da correia ao longo do tempo, gerando resíduos. Esses resíduos têm potencial para obstruir a bomba de óleo, o que prejudica a circulação do fluido e pode levar ao travamento total do motor por falta de lubrificação.
“Antes de mais nada, peço desculpas [aos clientes] pelas dificuldades que encontraram no passado. Garanto que investimos na melhoria da qualidade.” — Antonio Filosa, CEO do grupo.
Resposta técnica: troca por corrente e caminho para recuperação
Como resposta técnica ao problema, a Stellantis passou a oferecer o motor Turbo 100, uma evolução do PureTech que mantém a arquitetura 1.2 EB em versões 12V, mas substitui a correia dentada por uma corrente de comando. A mudança elimina a lubrificação da correia pelo óleo do motor, reduzindo assim o risco de degradação por contaminação.
Internacionalmente, o PureTech foi a base a gasolina de vários compactos da PSA e também equipou variantes turbinadas conhecidas como PureTech Turbo ou THP, que chegaram a enfrentar críticas por conta da reputação ligada à correia banhada a óleo. Nos mercados europeus, há menções à possibilidade de migrar alguns projetos para blocos com corrente, como o GSE Firefly 1.0 ou derivados, prática já adotada em outros motores de grupos anteriores.
Além disso, há precedentes dentro do grupo: alguns motores Prince, desenvolvidos em parceria com a BMW, já utilizam corrente de comando no lugar da correia dentada, o que reforça caminhos técnicos que a Stellantis pode ampliar para reduzir riscos futuros.
No Brasil, o PureTech 1.2 teve vida comercial mais curta em comparação à Europa, mas os modelos da geração anterior do Peugeot 208 e do Citroën C3 foram vendidos com esse propulsor, o que deixou proprietários atentos às medidas de reparo e à comunicação da montadora.
O que você acha? O que você acha dessa polêmica envolvendo o motor PureTech 1.2 e da resposta da Stellantis? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que causou a falha na correia do motor PureTech 1.2 usado no Peugeot 208 e no Citroën C3?
A Stellantis identificou que a correia dentada banhada a óleo do motor PureTech 1.2 degradou-se com o tempo, gerando resíduos que podem obstruir a bomba de óleo; o motor 1,2 litro três cilindros, presente no Peugeot 208 e no Citroën C3 de geração anterior, foi o projeto afetado, o que levou a relatos de travamento por perda de lubrificação.
A Stellantis apresentou solução para proprietários afetados pelo problema do PureTech 1.2?
A Stellantis lançou o motor Turbo 100 como resposta técnica: trata-se de um EB PureTech 1.2 12V que substitui a correia por corrente de comando, evitando a lubrificação da correia com óleo; o novo conjunto foi apresentado como melhoria de qualidade e recebeu avaliações positivas no mercado por reduzir risco de degradação.
O que disse Antonio Filosa sobre o defeito no motor PureTech 1.2?
A Stellantis, por meio do CEO Antonio Filosa, pediu desculpas aos clientes afetados e afirmou compromisso com a qualidade: “Antes de mais nada, peço desculpas [aos clientes] pelas dificuldades que encontraram no passado. Garanto que investimos na melhoria da qualidade.” A declaração serviu para reconhecer publicamente o problema.
Samuel Vitor