Cagepa — Uma ação civil pública ajuizada na última quinta-feira (22) coloca a companhia sob pressão: o Ministério Público da Paraíba pede auditoria técnica independente em 22 reservatórios em Campina Grande e exige medidas imediatas para reduzir riscos após o rompimento que provocou mortes e estragos. A medida busca garantir obras de recuperação e proteção de moradores em áreas vulneráveis.
Pedido do MP: auditoria, plano e prioridade para R9 e R14
O processo, movido pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande e solicita auditoria técnica independente em 22 reservatórios da Cagepa.
Lucas Ribeiro: Jô Oliveira cobra maior proximidade do governo com a população
Leia a matéria completa →
Lucas Ribeiro pretende zerar IPVA para motoristas por app nos primeiros 100 dias
Leia a matéria completa →
Polícia Militar da Paraíba: 48 ocorrências eleitorais e 42 prisões
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além da auditoria, a ação requer um plano de intervenção com prioridade para os reservatórios R9 (bairro Santa Rosa) e R14 (São José da Mata) e medidas para proteger moradores de áreas sujeitas a inundações.
“A Cagepa faz uma inspeção visual, que é muito superficial, não indica nem garante a segurança desses reservatórios, conforme apontado pelo laudo do IPC e pela UFCG. É preciso que sejam realizados ensaios técnicos aprofundados para que garanta a segurança de todos os reservatórios.”
Bloqueio financeiro, laudos e histórico do rompimento
O Ministério Público também pediu o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e ativos da Cagepa para assegurar execução imediata de obras e despesas de contenção caso a Justiça conceda a medida.
Os laudos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) apontaram colapso estrutural devido a uma combinação de falhas de projeto, erros de execução e falta prolongada de manutenção. O reservatório que rompeu em 8 de novembro de 2025 foi construído na década de 1960 e tinha capacidade aproximada de 2 milhões de litros.
O que você acha? Você considera que as medidas pedidas pelo Ministério Público são suficientes para prevenir novos rompimentos? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria de Campina Grande.
Foto: Divulgação
Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco
Perguntas Frequentes
O que pede a ação civil pública do Ministério Público da Paraíba contra a Cagepa em Campina Grande?
O Ministério Público da Paraíba pede auditoria técnica independente em 22 reservatórios da Cagepa, a elaboração de um plano de intervenção para recuperação das estruturas e a adoção de providências para proteger moradores de áreas sujeitas a inundações, com prioridade para os reservatórios R9 (Santa Rosa) e R14 (São José da Mata).
Quem ajuizou a ação e onde ela tramita?
A ação foi ajuizada pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, e tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande; o pedido inclui também o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e ativos da Cagepa para garantir a execução de obras e despesas de contenção.
Quais causas os laudos apontaram para o rompimento do reservatório na Prata em 8 de novembro de 2025?
Os laudos do IPC-PB e da UFCG apontaram que o rompimento resultou de uma combinação de falhas de projeto, erros de execução e falta prolongada de manutenção; o reservatório, construído nos anos 1960, tinha capacidade para cerca de 2 milhões de litros e não dispunha de registro técnico (ART) específico para vistorias.
Thiago Nogueira